sexta-feira, 29 de abril de 2016

AS MENTIRAS QUE NOS CONTAM



Quando pequena sempre que tinha uma dor inexplicável na batata da perna ou no braço antes de dormir minha mãe me dizia que era dor de crescimento. Eu não sabia o que era então acenava a cabeça e tomava  um remédio pra dor. Com o passar dos anos a dor deixou de existir, e minha mãe deixou de falar que eu tinha dor de crescimento.

Alguns anos depois essa dor voltou. No entanto agora eu entendo-a e agora quando sinto essa dor, agora minha mãe não diz que é dor de crescimento porque 'isso só criança tem quando está crescendo fisicamente'. Mas a dor não parou então o que aconteceu? Ela transformou-se e se moldou a mim. Hoje minha dor de crescimento é mais palpável do que nunca e mais inexplicável também.

Aos 17 anos no fim do ensino médio a dor começou. Primeiro ela era levinha um incômodo facilmente expulsável. "Trabalho, estudo, responsabilidade, vida", tudo um processo bastante natural, não acha? Crescer é natural. As temíveis fases da vida - infância, fase adulta...
"Trabalho, estudo, responsabilidade, vida"
'Agora você tem que crescer!' disse um monstro opressor dentro de mim. "Trabalho, responsabilidade, vida" COMO? Eu gritei em desespero. "Trabalho, responsabilidade, vida"
Você tem que casar se não vai ficar pra titia
Você tem que arrumar um emprego
Você tem que estudar pra ser alguém na vida
Você tem que ter mais responsabilidade, não é mais criança
Você tem que CRESCER!

Mas se é natural por que dói? Por que é tão difícil e é uma mentira deslavada quando dizem 'se tornar adulto é natural'. Se tornar adulto é natural?
Mas dói.
Dói saber que agora 80% do meu tempo é trabalho, estudo, responsabilidade. E os outros 20%? Os outros rasos por cento são os por certo de que preciso descansar, dormir as rasas horas por noite que restam.

'Quem não quer ser alguém na vida não cresce', mas de fato o que me incomoda não é ter que crescer. É ser obrigada a fazê-lo. Ser oprimida pela vida que diz com escárnio 'Anda, o tempo está passando ou você se torna adulta ou se torna adulta'.
'Mas os adultos são tão mal humorados e... e... eu queria viajar depois do ensino médio, conhecer novas culturas, novos lugares...'
'Então trabalhe pra ter o dinheiro' - rebateu a vida'.
Acreditei que ela estava correta, a solução mais lógica, eficaz  e fui.

Mas o problema é que não dá pra interromper o trabalho pra viajar, surgem contas e responsabilidades e... e... Resta viajar nas férias. É isso é a solução! Uma viajem rápida de uma semana correto? Assim não atrapalha o trabalho ou a rotina.

Me contaram que crescer era natural. Se é ou não ainda não sei. Mas sigo crescendo. Mesmo com essa dorzinha incomodando. Essa dorzinha que não vai embora e que ri e sussurra "Trabalho, responsabilidade, vida, agora você é adulta!".


terça-feira, 26 de abril de 2016

SÁBADO NO PARQUE

Hey pessoas andei meio sumida, mas semana passada foi uma loucura kkk
Vim falar um pouco pra vocês de um evento que participei no sábado e que achei sensacional!
Vem conhecer um pouco do Sábado no Parque e do projeto MUDA.

Foto: Dilan Furia 

Dia 23 de Abril aconteceu, no parque Areião em Goiânia mais uma edição do Sábado no Parque. O evento contou com  exposições artísticas, pocket shows, rodada de poesias, distribuição de Mudas nativas do Cerrado, e aquele velho e bom palco aberto para quem desejou se manifestar artisticamente.
O evento que já existe há vários anos como o Domingo no beco e integra uma série de atividades cujo objetivo é levar manifestações artísticas para os espaços públicos da cidade. 

Foto: Dilan Furia 

O evento tem dois grandes objetivos: 
1 Mostrar as pessoas que produzem em Goiânia 
2 Levar atenção para espaços da cidade que estão abandonados ou que estão subutilizados pra recuperar esse espaço pro convívio das pessoas.
A importância de um evento como esse é mudar uma espécie de cultura que a cidade tem que é que os espaços públicos servem apenas para transitar entre um espaço privado e outro. Assim ninguém repara no espaço público e ele é esquecido.

O Sábado no parque é um evento que integra as diversas atividades do MUDA
Movimento Urbanístico Diversidade e Arte.



O MUDA é um calendário de atividades socioculturais feitas pela sociedade para a sociedade. O MUDA propõe muito mais que apenas entretenimento 
nos seus eventos de rua. Propõe que as pessoas venham para a rua, conhecer, interagir, se integrar e modificar a cidade, de forma positiva. 
Que possam conhecer o que é produzido de poesia na cena local, com o Sarau Sábado no Parque; que conheçam as diversas manifestações de arte urbana,
com o Domingo no Beco; que desenhe e dance conosco no Repente Ilustrado; que conheça o que de melhor é feito musicalmente em Goiânia,
no OffSina - Mostra de Música; que discuta a cidade nos debates criados através do “”; que descubra mais sobre seu passado através das exposições
fotográficas do “Goiânia Antiga’’; que valorize as novas bandas autorais, no Palco Vacas Magras; Que se emocione com a dança, no Tempo para Dança; 
e que dance conosco no Grande Hotel Sound System. Por isso o MUDA é música, dança, ilustração, poesia, teatro, urbanismo, ocupações artísticas, fotografia e toda e qualquer manifestação artística. 
fonte: http://acieg.com.br/muda-cultivando-o-meio-ambiente-urbano-a-convivencia-e-a-expressao-cultural-goianiense/

Não foi a primeira vez que participei de um evento, mas devo dizer que o evento foi uma delicinha. Goiânia é uma cidade meio esquecida na parte artística porque a grande maioria das pessoas simplesmente não se importa com essa parte, mas projetos como o MUDA fazem toda a diferença nesse meio. Mostrar que a cidade tem manifestações artísticas, tem cultura e um pessoal muito bacana aqui. Em suma, foi um evento ótimo e é daqueles que dá pra ir a família toda, conhecer um pouco mais sobre as manifestações artísticas da cidade, se divertir e relaxar.

deixo então pra vocês um pedacinho de como foi...











terça-feira, 19 de abril de 2016

RESENHA: MARSHMALLOW

A resenha de hoje é de um livro que se tornou imensamente especial pra mim. Vem comigo conhecer Marshmallow, afinal o que pode realmente acontecer quando se abre o coração para completos estranhos?



Quando Kendra Tamale regressa à Inglaterra, fugindo de velhas mágoas e em busca de um novo começo, aluga um quarto de Kyle, um homem separado e pai de dois filhos, de quem se aproxima, contra todas as suas expectativas. Porém, essa amorosa e simpática mulher esconde algo sombrio em seu passado. O que acontecerá quando esse segredo vir a tona e Kendra tiver que enfrentar seus próprios demônios? A única forma de remediar a situação é confessar o erro terrível que cometeu há muitos anos atrás, algo que prometeu nunca fazer. Marshmallow: O que pode acontecer quando se abre o coração para completos estranhos, escrito por Dorothy Koomson, é uma história de redenção e, sobretudo, amor. A autora aborda de maneira delicada temas polêmicos como o alcoolismo, ressaltando a importância do apoio da família na superação de momentos difíceis. 

Quando este livro chegou pra mim pela Primavera Editorial eu fiquei animadíssima! Não só porque era o primeiro livro recebido, mas porque eu não tinha visto muitas coisas a respeito dele. Isso mesmo e me pergunto hoje como esse é um livro não muito conhecido? 
O livro se trata de auto-descoberta e ao mesmo tempo compreensão, evolução, respeito, amor e encantamento, Não pense nem por um segundo que Marshmallow é um romance comum. O romance está lá, mas ele atua em segundo plano. Fica escondidinho esperando sua deixa. No início é difícil entender por que Kendra deixa a Austrália tão repentinamente, mas com o passar do tempo tudo se torna claro e essencial para a trama. 



Mas não parece forçado? Digo, Kendra sequer conhece Jaxon e Sum e Kyle e abre seu coração para eles quando nunca fez isso por ninguém antes?
A resposta é um claro NÃO. A autora consegue construir uma uma relação única entre personagens únicos que parecem completamente reais e completamente fantásticos. Outra coisa que me chamou a atenção logo de cara é que Kendra é negra e até hoje não encontrei tantos livros com protagonistas negras. 



O livro também aborda questões sérias como abuso, separação e alcoolismo.  O marshmallow é empregado também de forma subjetiva, o que vou dizer sem spoilers que só acrescenta a magia do livro. Meu personagem favorito é Jaxon, filho de Kyle. Ele é um menino introvertido, carinhoso e muito especial que vai se abrindo aos pouquinhos. Janene é a personagem que menos gosto e acho que isso é unânime de todos os que leram o livro porque ela é aquele tipo de pessoa superficial, desinteressante e egoísta. 



A autora escreve de um jeitinho todo especial que se você não prestar atenção pouco vai notar. O livro tem mais de 400 páginas, mas a leitura é tão fluida e leve que isso quase não é perceptível.
A diagramação é simplesmente perfeita. A editora não deixou passar nada e como as páginas são amareladas isso me deu uma ótima sensação kk



sorry pela tremida na imagem, só percebi depois

Uma coisa ótima e que só somou à minha interminável lista de elogios à esse livro é a evolução dos personagens. Ao longo do livro dá pra ir percebendo como a autora construiu cada personagem e como eles devem evoluir e evoluem. Eu confesso que enrolei pra terminar esse livro só porque queria que não acabasse kkk


Devo arriscar a dizer que esse livro entrou pra minha lista de favoritos e de livros inspiradores. O que posso dizer é: o livro não acaba quando o livro acaba. Parece confuso, mas não é. O livro termina com um gancho enorme pra uma continuação que eu amaria se existisse. Porém que é pra ser construída no nosso imaginário. 


Então, sim recomendo esse livro à todas as pessoas possíveis. É um livro que vai te fazer chorar, rir, ficar com fome kk, se inspirar e sentir. E digo, leia com calma e devore esse livro porque confesso que quando comecei a lê-lo parecia tão saboroso quanto uma torta de chocolates e realmente foi.  

de: Irmãos livreiros


quarta-feira, 13 de abril de 2016

LANÇAMENTO + DESTAQUE - PRIMAVERA EDITORIAL



LANÇAMENTO ABRIL:


 O peso da gravata, de Menalton Braff

Esta coletânea de contos originais do autor Menalton Braff traz diversos universos, a partir de diferentes pontos de vista. Mergulha-se no realismo fantástico, com histórias como a de um sobrado degradado pelo tempo, e a deum personagem morto que caminha em direção ao seu próprio túmulo. Alguns contos permeiam, ainda, a cruel realidade da rotina, do dia a dia, da morte e da vida. O leitor é convidado, ao final do livro, com o conto “Jardim Europa”, a entrar no mundo de um condomínio prestes a ser invadido.
Com vinte e dois livros publicados e um prêmio Jabuti na bagagem, Menalton dedica todo o seu tempo a atividades literárias. Finalista do Jabuti em 2007, 2008 e 2009. Em 2013 lançou o romance O casarão da rua do Rosário pela Bertrand Brasil. Em 2014, a Editora FTD lançou seu romance juvenil O fantasma da segundona e no primeiro semestre de 2015 a Global Editora lançou Pouso do sossego, segundo romance da trilogia iniciada com Tapete de silêncio. Atualmente publica dois eBooks pela Primavera Editorial: Na teia do Sol e Castelos de Papel. Em 2016 irá lançar três obras inéditas pela editora.



DESTAQUE DE ABRIL:


Mês do Jornalista e O jornalismo diversional de Fátima Bernardes



A obra, inovadora e original, é fruto de estágio pós-doutoral da autora na Universidade Metodista de São Paulo.

 Composto por pesquisas acadêmicas e entrevista com Fátima Bernardes, o livro irá surpreender revelando as transformações do jornalismo no cenário atual.


terça-feira, 12 de abril de 2016

O QUE ME INSPIRA #1

Hey pessoal! Hoje resolvi fazer um texto extremamente curto do que farei uma série. Talvez sejam cinco posts, não sei ainda. Serão intercalados entre as outras postagens. Neles eu vou dizer: O que me inspira? 
"Que coisa tola Déborah!" 
Bom, sinto-me muito feliz em poder dizer o que me inspira para escrever, para sentir, para seguir. Afinal, o que te inspira?



Sentada atrás da escrivaninha no trabalho escrevo. E penso. O que me inspira? 
Dizem-me que fantasio de mais. Que sorrio de mais. Que sou 'boazinha' de mais. Que sou inspirada. 
Mas pensei cá com meus botões: O que de fato me inspira? O que me faz escrever e gostar dos meus textos, dos meus mundos? O que?
Uma das coisas, ah essa eu sei! Claro, não é uma ciência exata como uma forma de bolo, mas me inspira a... a... inspiração. 
Sentar-me seja na faculdade, em uma viagem a qualquer lugar ou em uma viagem em mim mesma: apenas sentir inspirar e expirar sentindo o leve sabor da vida. Não, isso não é uma coisa hippie, não não sou hippie. Mas apenas sentir-me, sentir que respiro. Isso é uma dádiva. E sim sorrio comigo mesma ao pensar nisso e sinto-me inspirada a escrever qualquer coisa. Poderia escrever qualquer coisa, qualquer mundo, qualquer aquilo ou isso porque sinto que respiro, sinto que inspiro, sinto que posso e assim vou.
Suspirando por uma alegria, uma vitória, uma tristeza, um amor que pode vir, um amor que já se foi. Suspirando eu escrevo. Certa vez olharam-me como louca quando disse: veja o quanto isso é precioso!
"Ah, que sem graça és!". "É apenas uma coisa a qual esquecemo-nos todos os dias, uma coisa tola. A vida. Como pode inspirar-se com isso? Amar isso?"
Eu sorri. Realmente é.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

RESENHA: SPOTLIGHT

Hey pessoas!
Dia 07/04 foi comemorado o dia do Jornalista e puxando esse gancho hoje resolvi falar um pouco do filme Spotlight pra vocês. Eu vi esse filme na faculdade e devo dizer que fiquei fascinada e não só porque é a área que eu estudo ~ talvez um pouquinho.



Baseado em uma história real, o drama mostra um grupo de jornalistas em Boston que reúne milhares de documentos capazes de provar diversos casos de abuso de crianças, causados por padres católicos. Durante anos, líderes religiosos ocultaram o caso transferindo os padres de região, ao invés de puni-los pelo caso.


Devo dizer que tentei ver o filme com olhar crítico analisando as técnicas jornalísticas apresentadas no filme além de toda a trama então fiquei fascinada. A história toma um peso gigantesco quando é baseada em fatos reais e dessa vez não foi diferente. Abuso de crianças, envolvendo a Igreja Católica pode não ser um tema tão incomum hoje em dia, mas ainda sim é chocante.


O elenco do filme é incrível, atuações impecáveis que não deixam a desejar. Eu sou fã da Rachel McAdams então estava ansiosa pra ver como ela desenvolveria a personagem. Ruffalo pra mim realmente se superou em Spotlight e me suspreendeu, bom não é atoa que o filme ganhou o Oscar de Melhor Filme.

PRÊMIOS
Oscar de Melhor Filme
2016 · Steve Golin, Michael Sugar, Blye Pagon Faust, ...
Oscar de Melhor Roteiro Original
2016 · Thomas McCarthy, Josh Singer
Prêmio do Sindicato dos Atores: Melhor Elenco
2016 · Rachel McAdams, Mark Ruffalo, Liev Schreiber, ...
Prêmio Independent Spirit de Melhor Filme
2016 · Steve Golin, Michael Sugar, Blye Pagon Faust, ...
 Prêmio Independent Spirit de Melhor Roteiro
2016 · Thomas McCarthy, Josh Singer
Prêmio Independent Spirit de Melhor Diretor
2016 · Thomas McCarthy
Critics' Choice Award: Melhor Elenco
2016
AACTA International Award de Melhor Roteiro
 Prêmio Independent Spirit Robert Altman
Gotham Independent Film Award de Melhor Filme
2015 · Steve Golin, Thomas McCarthy, Michael Sugar, ...
Gotham Independent Film Award de Melhor Elenco
2015 · Rachel McAdams, Mark Ruffalo, Liev Schreiber, ...
Prêmio da Sociedade Nacional de Críticos de Cinema para Melhor Roteiro
2016 · Thomas McCarthy, Josh Singer
 Writers Guild of America Award de Melhor Roteiro Original
2016 · Thomas McCarthy, Josh Singer
National Society of Film Critics Award de Melhor Filme
2016 · Thomas McCarthy
Critic's Choice Award de Melhor Filme
Critics' Choice Award: Melhor Roteiro Original
2016 · Thomas McCarthy, Josh Singer
 Satellite Award de Melhor Roteiro Original
2016 · Thomas McCarthy, Josh Singer
Prêmio BAFTA de Cinema: Melhor Roteiro Original
2016 · Thomas McCarthy, Josh Singer
Prêmio Independent Spirit de Melhor Montagem
2016 · Tom McArdle
Satellite Award de Melhor Filme
2016 · Open Road Films
 Satellite Award de Melhor Diretor
Satellite Award de Melhor Elenco
2016 · Rachel McAdams, Mark Ruffalo, Liev Schreiber, ...
New York Film Critics Circle Award de Melhor Ator
2015 · Michael Keaton
 Writers Guild of America Award de Melhor Roteiro Original
2016 · Thomas McCarthy, Josh Singer
National Society of Film Critics Award de Melhor Filme
2016 · Thomas McCarthy
Critic's Choice Award de Melhor Filme
Critics' Choice Award: Melhor Roteiro Original
2016 · Thomas McCarthy, Josh Singer
 Satellite Award de Melhor Roteiro Original
2016 · Thomas McCarthy, Josh Singer
Prêmio BAFTA de Cinema: Melhor Roteiro Original
2016 · Thomas McCarthy, Josh Singer
Prêmio Independent Spirit de Melhor Montagem
2016 · Tom McArdle
Satellite Award de Melhor Filme
2016 · Open Road Films
Satellite Award de Melhor Diretor
2016 · Thomas McCarthy
Satellite Award de Melhor Elenco
2016 · Rachel McAdams, Mark Ruffalo, Liev Schreiber, ...
New York Film Critics Circle Award de Melhor Ator
2015 · Michael Keaton




Eu sou fascinada pelo Jornalismo então fiquei fascinada com a apuração, entrevistas, produção, enfim com o desenvolvimento da história. Com esse filme o que vem a mente de fato é: faz diferença. Uma história pode mudar tudo e isso é real.
Não é um filme levinho como os que eu geralmente mostro aqui exatamente porque o tema envolve abuso, é evolvente e intrigante. E vale muuito a pena ver mesmo que você não tenha um envolvimento com o Jornalismo. 










Conheça: - PODER: A BUSCA
Novos capítulos toda semana

https://www.wattpad.com/story/67688902-poder-a-busca

Katherine se vê garota comum em um mundo comum. Com uma amiga popular e extrovertida e tudo o que uma adolescência comum permite. Mas seu mundo inteiro é abalado quando ela descobre seu a verdade sobre o passado de sua avó e o que o futuro lhe guarda...

terça-feira, 5 de abril de 2016

MEU MÉTODO DE LEITURA



Olá pessoas lindas!!!
Essa semana eu estou bem animada então resolvi falar pra vocês como é meu método de leituras. Sintam-se a vontade pra dizer qual é o de vocês e deixar suas dicas pessoais aqui nos comentários Ok?


Então vamos lá!
Todo ano eu faço uma lista dos livros que mais desejo ~ um cronograma anual de leituras. Porém eu acabo nunca seguindo esse cronograma porque eu vou lendo os livros que aparecem. Esse ano eu estou tentando me organizar melhor então estou anotando TODAS as minhas leituras, isso porque eu nunca anotava os livros que lia então não faço ideia de quantos livros já li desde que comecei a ler frequentemente há 9 anos. E tem alguns livros que eu queria muuuito reler, mas simplesmente não lembro o nome. 


Eu queria ter lido mais esse ano por causa da minha meta, mas realmente não deu :/

Vou contar um segredinho pra vocês: Me lembro perfeitamente do dia em que li de fato um livro completo. Eu devia estar na 3° série e fui com minha amiga na biblioteca. Nos propomos a ler um livro. O livro que eu escolhi era maravilhoso, de fantasia. Sobre um garoto que vivia em um universo diferente do nosso e ele tinha uma pedra de luz que tinha que levar à um lugar muito distante e ele encontra uma menina no caminho e eles vão juntos, no fim ele tem que encaixar a pedra no topo de uma montanha. A capa tem o menino ~ se não me engano de costas e um grande monumento - ou torre- com uma pedra de luz.
Não, não é um romance, ambos tem uns 10 anos de idade. Mas a questão é: esse foi o primeiro livro que li e me lembro que ele tinha continuação. Mas eu realmente não consigo me lembrar O NOME DO LIVRO! Já tentei de tudo até pesquisar pelo enredo, mas não funcionou! Eu simplesmente não lembro e moro longe de mais do colégio pra ir lá. Se alguém souber por favor comente aqui porque eu fico terrivelmente desesperada quando penso que simplesmente não consigo lembrar!




Mas voltemos...
Antigamente eu até tinha aquilo de NÃO ESCREVA NOS LIVROS, que hoje eu super incentivo. 
Eu gosto de escrever nos meus livros: minhas reflexões, sensações com a leitura, além das minhas percepções sobre os personagens, sobre o desenvolvimento do autor, etc. Não é sempre que eu faço isso, no entanto. Como leio muito em caminhos - ônibus - porque é praticamente meu único tempo pra ler só faço anotações quando dá.

imagem ilustrativa: http://imagens.ndig.com.br/curiosidades/anotacoes_darwin_livros.jpg

Eu também gostava muito de marcar as páginas com marcadores diferentes  as vezes criados por mim ou personalizados e post it's, mas hoje marco com qualquer papel que tiver em mãos. Claro que ter um marcador personalizado dá uma excelente sensação, mas não paro mais pra fazer isso até porque não há tempo pra fazer isso.



Também tem a ver com a praticidade muitos marcadores são pouco práticos e ficam caindo dentro da bolsa ou são difíceis de colocar num momento de correria.

E sim, quando eu leio alguns capítulos de determinado livro e sei que não vai pra frente eu desisto e deixo-o por algumas semanas, vou fazer outras coisas e espairecer pra depois tentar de novo. 

Eu não faço um resumo da história como algumas pessoas fazem, só gosto de tirar um dia ou dois pra absorver e sair do universo do livro em questão. Enfim, me retirar do personagem, deixar sua personalidade e seu impacto irem. Antes eu era muito alvoroçada pra ler, quanto mais melhor, mas hoje realmente não dá tempo pra fazer isso então leio com calma apreciando cada pedacinho do livro.



Quando eu fico muito frustrada com o final de um livro eu simplesmente fico irritada e com raiva. E não quero ver o livro na minha frente por um bom tempo. Sim, isso aconteceu em Convergente e ainda não superei nem li mais nada da Verônica.



Então pessoas é isso minhas observações rápidas do meu método de leitura - somente pra literatura, pra livros de estudo do curso que faço Jornalismo o método é um pouco diferente. 
Mas e você, qual seu método de leitura?