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quarta-feira, 8 de março de 2017

Especial: Dia Internacional da Mulher


Dia 08 de Março é celebrado o dia da mulher.
O dia daquela que vai a luta todos os dias, para sorrir mesmo que não esteja feliz, para cuidar dos seus filhos sozinha porque aquele que foi denominado pai já está longe, daquela que luta para defender seus filhos, e que mesmo após uma jornada de trabalho cansativa chegar em casa e tem que chorar silenciosamente para que ninguém a ouça. O dia daquela que já viveu tanto e tem conhecimentos tão preciosos a ensinar e daquela que ainda vai aprender a viver nesse mundo no qual ainda temos que lutar para conseguir direitos mais igualitários, o dia daquela que apesar de tudo isso, ainda tem que sorrir.
Temos que lembrar que o dia da mulher não é apenas um dia em que ela deve ser colocada em um pedestal para no outro ser esquecida. O dia da mulher é representação de luta. Luta, sim. Desde quando ideia de criar o Dia da Mulher surgiu lá no final do Século XIX no início, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, de direito de voto.
Mas foi em 8 de março de 1917, quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra, em um protesto conhecido como "Pão e Paz" que a data consagrou-se, embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher, apenas em 1921.
Somente em 1945, a Organização das Nações Unidas assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo.
Há quem diga “Direitos? Mas as mulheres já conquistaram tudo! O que mais elas querem?” ou ainda “É tudo exagero!” incluindo muitas mulheres que talvez por um pensamento tão arraigado não conseguem distinguir a desigualdade que ainda existe. Mais velada, sim, mas existente.
Como poderia então, nesse 08 de Março de 2017, eu aos 20 anos ficar sem falar ao menos um pouquinho desse dia? Da importância da mulher na sociedade ou ainda da falta da sua valorização? Logo eu, criada por uma mãe guerreira, a mesma que vai a luta todos os dias, porque aquele denominado pai já está longe, que defende suas filhas com unhas e dentes e que, pelo menos no começo chegava em casa após uma jornada de trabalho cansativa e juntava as forças para não desmoronar e sucumbir ao stress e dificuldades, tanto que perto dela ninguém nem nada poderia nos machucar?
E ainda há quem diga “É exagero!”. “É exagero” quando uma mulher recebe menos que um homem pela mesma função, ou “é exagero” quando uma mulher diz que foi abusada só porque ela estava em uma festa.
1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e em 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres. Acho que não seria exagero dizer, então parabéns!

Parabéns a todas nós, guerreiras, sim porque tem que enfrentar as desigualdades todos os dias, na política, na vida profissional e até na vida amorosa, e ainda tem que sorrir. Parabéns aquela que ama, e ama tão profundamente que chega a doer. Meu sincero parabéns.  

terça-feira, 8 de março de 2016

ESPECIAL DIA DA MULHER

Olá pessoas lindas! Se você me acompanha aqui no Blog, bem sabe que gosto de fazer posts Especiais em datas importantes. E hoje não poderia ser diferente, afinal hoje é comemorado o Dia Internacional da Mulher (08/03)! 





No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de uma tecidos, situada no norte de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, como: redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas. Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).


O Dia Internacional da Mulher é mais que uma simples celebração. É um ato de conquista, de força e de guerra. É um ato em que nós podemos dizer: hoje somos mais fortes que ontem e vamos lutar por direitos igualitários, por reconhecimento porque nós somos fortes, nós merecemos ser reconhecidas e respeitadas.




As vezes algumas pessoas me perguntam por quê sou feminista, na maioria das vezes são mulheres. Mulheres que são contra esse movimento. Eis a resposta: Eu sou feminista porque acredito no empoderamento da força da mulher. Não é besteira quando dizemos que ainda não temos direitos igualitários, é a verdade. Não apenas no mercado de trabalho. Quantas mulheres ainda sofrem abuso, tratadas como inferiores, como objetos? Quantas mulheres ainda tem a voz reprimida pelo medo? Quantas mulheres mantém um relacionamento abusivo pelo mesmo medo, ou por um medo diferente, mas ainda sim um medo que força e oprime?





Eu moro em Goiânia. Foi aqui onde Nathália Zucatelli foi assassinada, no meio de centenas de outras mulheres que andam nas ruas com medo. Foi aqui onde um serial killer de nome Tiago aterrorizou milhares de outras garotas além de mim, ameaçadas pela sombra da morte pelo simples fato de sermos mulheres e querermos exercer nosso direito de ir e vir.




Então não vamos nos calar. Nós conquistamos o dia, mas faltam ainda inúmeras conquistas mais. Conquistas estas que deveriam ser direitos. Vamos celebrar ao Dia Internacional da Mulher, mas vamos continuar lutando pra que esse dia não seja só uma vã celebração, que é aclamada dia 08 e esquecida dia 09.







LIVROS PRA LER E SE INSPIRAR - #GIRLPOWER



Diário de Anne Frank foi composto pela então adolescente Anne Frank, no período que se estende de 1942 a 1º de agosto de 1944. Este poderia ser um diário escrito por qualquer garota de 13 anos, nos tempos atuais, com todas as inquietudes e preocupações de uma jovem, se ela não estivesse vivendo justamente em um dos contextos mais difíceis da história da Humanidade, a Segunda Guerra.
  












Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.










'Eu sou Malala' é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que privilegia filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã.













A Resposta Considerado por Oprah Winfrey um dos melhores livros de 2009. Livro favorito dos atores de Hollywood em 2009 e 2010. Eugenia Skeeter Phelan terminou a faculdade e está ansiosa para tornar-se escritora. Após um emprego como colunista do jornal local, ela tem uma ideia brilhante, mas perigosa: escrever um livro em que empregadas domésticas negras relatam o seu relacionamento com patroas brancas do Mississipi na década de 60. Mesmo com receio de prováveis retaliações, ela consegue a ajuda de Aibeleen, a empregada doméstica que criou 17 crianças brancas, e Minny, que, por não levar desaforo para casa, já esteve por diversas vezes desempregada após bater boca com suas patroas. Aproveitando o surgimento das primeiras manifestações em defesa dos direitos civis, Skeeter espera que seu livro choque as pessoas brancas preconceituosas e traga orgulho e esperança à comunidade negra de Jackson, condado onde se passa a história. 




Não vou colocar sinopse nessa Trilogia porque você com certeza conhece a história. E o que representa Katniss Everdeen.






EXTRA:



O Google publicou um doodle HOJE para comemorar o Dia Internacional da Mulher. A animação, é um vídeo de 1'23'' que reúne 58 relatos de mulheres, conhecidas e anônimas, de vários países ao redor do mundo. E o resultado ficou sensacional!






quarta-feira, 2 de março de 2016

**POST BÔNUS: ESPECIAL MAMONAS ASSASSINAS


Hey pessoal, hoje completa 20 anos da morte dos Mamonas assassinas e de fato eu só nasci depois desse turbilhão, mas eu sempre vi e percebi tudo o que os Mamonas geravam nas pessoas e era uma coisa tão forte que até quem não os viu na época se sentia o impacto de sua vida e de sua morte e a familiarização que eles causavam mesmo após anos e anos do fim da banda.


Todos é claro, conhecem a história, o sucesso incrível e súbito de 5 milhões de discos vendidos, a morte trágica no fatídico dia 02 de Março de 1996. Mas por que eles fizeram tanto sucesso? Por que nos apaixonamos mesmo após tantos anos por esses garotos e suas músicas loucas e sim, arrisco dizer únicas. Afinal quem nunca dançou pelo menos Vira-vira em uma festa que seja ou cantou Pelados em Santos?


Acredito eu que aí é que está o ponto X. Era novo, era engraçado, divertido, diferente de tudo já visto e tão ousado que ninguém mais teve coragem de fazer o mesmo. É impossível se manter triste ouvindo clássicos dos Mamonas. É impossível não se envolver com essa mistura brega e cantar junto sim Você me deixa doidão!!! Meu chuchuzinho! Eu te I love youuuuu! 


Eu nasci em 1997 um ano após o acidente e me lembro de que, mesmo quando criança eu sentia uma tristeza profunda por esse fim tão súbito e uma familiaridade tão grande com esse grupo, suas músicas e seus costumes que sentia como se tivesse de fato vivido aquela geração, aquele momento Mamona afastado de todos os problemas que rodeavam o país. Nos identificamos com eles também por sua trajetória, difícil, mas conquistada.


É um texto bem curtinho, esse, mas é pra deixar aqui meu tributo aos Mamonas, que mesmo com músicas e performances consideradas insanas, e loucas de tão diferentes que eram nós nos orgulhamos de ter sido sua sede e dizemos com orgulho Os Mamonas Assassinas são daqui, isso do Brasil e representa todo o diferente que temos aqui e que os de fora não veem. Mesmo sendo estranho e doido, é isso.




O musical - Agora, um musical "Os Mamonas Assassinas" está sendo montado em São Paulo vai recontar essa história de sucesso.
A Minissérie - A TV Record anunciou que esse ano exibirá uma minissérie de 5 capítulos contando a trajetória dos Mamonas Assassinas. O ator Ruy Brissac interpretará Dinho "É um projeto que apesar de ser sério é muito divertido" contou ao r7.

-Déborah Queiroz

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

ESPECIAL SEVERO SNAPE R.I.P ALAN RICKMAN

Alan Rickman foi um dos atores britânicos mais queridos para quem nasceu entre os anos 1990 e 2000. Um entre seus inúmeros papeis nas telinhas que se destacam é o de Severo Snape professor de Hogwarts que, apesar de 'perseguir' Harry por anos, revelou-se um dos seus maiores aliados.



Severo Snape (9 de janeiro de 1960 – 2 de maio de 1998) foi um bruxo mestiço, filho da bruxa Eileen Snape e do trouxa Tobias Snape. Durante sua vida, Severo Snape foi Mestre das Poções (19811996), professor de Defesa Contra as Artes das Trevas (1996-1997), e Diretor (1997-1998) da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Ele também foi Comensal da Morte e um membro da Ordem da Fênix. Agindo como agente tuplo ele teve um papel muito importante nas Guerras Bruxas contra Lord Voldemort (Tom Riddle)Mas ele não é conhecido apenas por isso. Sua enorme fama vem de seu incondicional amor por Lilian Evans (mãe de Harry Potter) a quem permaneceu fiel fazendo de tudo para protegê-la e a seu filho até depois de sua morte. 



É claro sua incrível fidelidade é conhecida e é o que nos faz suspirar cada vez que ouvimos a palavra 'Always'. Não vou tentar fazer uma biografia da vida de Severo, mas sim fazer um tributo à ele, mostrar porque ele Alan Rickan/Severo Snape é uma peça tão importante na vida de todos os Potterheads.

Me lembro de mim quando pequena, ainda sem ler os livros pensando que Snape era o traidor, o aliado de você-sabe-quem. A revelação de sua lealdade me chocou. E o que me surpreende no personagem é que ele me convenceu desde o princípio. J.K. criou Severo e Alan deu vida à ele.

É simplesmente impensável Severo Snape ser interpretado por alguém que não Alan Rickman. Ele teve a capacidade de nos passar a vida do personagem, seus mistérios, sua paixão por Hogwarts e seu amor transcendental por Lilian Potter mesmo após ele tê-la decepcionado e ela ter se casado com Potter seu 'inimigo'. E mesmo após sua morte seu amor não se apagou.



Seu ar de professor chato misturado aquele mistério que o pairava, sempre atrás de Potter nos dão aquele toque realístico que queremos. Aquele professor que mesmo sendo tão chato arranca risadas de nós e é o mais fascinante.



QUEM NÃO SE LEMBRA DESSE DIV BÁSICO?

Severo é um personagem que inspira milhões e nos ensina muito:



E é sempre nessa hora que eu fico assim




Aquele que pensamos ser incapaz de amar, apresentado desde sempre como um narigudo de cabelo oleoso, foi o que mais demonstrou sua lealdade coragem e confiança. Ele não é apenas um personagem assim como Alan não foi apenas um ator. Ele nos passa a importância de lutar pelo que você acredita  e de ter coragem mesmo quando o medo é forte e a situação difícil.




Em 2011, pouco depois de filmar as últimas cenas de Harry Potter e as Relíquias da Morte, Rickman escreveu uma mensagem para se despedir dos atores. Foi também seu adeus a Snape, o personagem que ele interpretou por mais de dez anos. O texto foi publicado, originalmente, na revista Empire:

“Acabo de voltar do estúdio, onde falei ao microfone como Severo Snape pela última vez. Numa tela, havia flashbacks com cenas de Daniel, Emma e Rupert de dez anos atrás. Eles tinham 12 anos. Eu também voltei recentemente de Nova York e, enquanto estava lá, vi Daniel cantando e dançando (brilhantemente) na Broadway. Uma vida inteira parece ter passado em minutos.
Dez anos se passaram desde que um telefonema de J.K Rowling, revelando uma pequena pista, me convenceu de que havia mais em Snape que o figurino imutável e de que, embora apenas três dos livros tivessem sido publicados àquela altura, ela tinha toda a imensa e delicada narrativa em suas mãos.
Ser contado em história é uma necessidade antiga. Mas a história precisa de um grande narrador. Obrigado por tudo, Jo. 
Alan Rickman”

E é por essas e tantas outras que Alan Rickman sempre foi e sempre será nosso eterno Snape, eu não senti que Snape morreu em As Relíquias da Morte, senti que morreu dia 14. A morte de Alan Rickman me impactou muito porque assim como com tantos outros Potterheads ele fez parte da minha infância e do meu crescimento. Foi como perder um velho amigo. Claro, não o conheçi pessoalmente, mas por tudo que sei a seu respeito Alan era uma pessoa extraordinária e amada por milhares de pessoas não só pelo seu trabalho, mas pelo que era como pessoa. Então deixo aqui meu tributo à Alan Rickman, que se foi, mas nos deixou Severo Snape como memória. 



Daniel Radclife:
"Alan Rickman é sem dúvida um dos grandes atores com quem terei trabalhado. Ele é também uma das pessoas mais leais e solidárias que conheci na indústria do cinema. Ele foi tão encorajador comigo, seja no set, seja nos meus anos pós-Potter. Tenho quase certeza que ele foi assistir tudo que fiz nos palcos de Londres e Nova York. Ele não tinha que fazer isso. Conheço outras pessoas que foram amigas dele por mais tempo que eu e todas dizem "se você ligar para o Alan, não importa onde ele está ou o quão ocupado está com seu trabalho, ele irá ligar de volta em um dia".

As pessoas criam percepções de atores baseadas em papéis que eles interpretaram, então pode surpreender alguns descobrir que ao contrário de alguns sérios (ou simplesmente assustadores) personagens, Alan era extremamente gentil, generoso, auto-depreciativo e engraçado. E algumas coisas, obviamente, ficavam muito engraçadas quando ditas por seu tom característico.

Ele foi um dos primeiros adultos em Harry Potter a me tratar não apenas como criança, mas como um par. Trabalhar com ele em uma idade de formação foi incrivelmente importante e vou carregar lições que me ensinou para o resto de minha vida e carreira. Sets de filmes e palcos teatrais estão todos pobres com a perda deste grande ator e homem."

J.K. Rowling também comentou a perda de Rickman no Twitter:

"Não há palavras para expressar o quão chocada e devastada eu estou em saber da morte de Alan Rickman. Ele era um ator magnífico e um homem maravilhoso."

Emma Watson, a Hermione Granger:
“Estou muito triste por saber da morte de Alan, hoje. Eu me sinto muito sortuda por ter trabalhado com ele e por ter passado tanto tempo com um homem e um ator tão especial. Eu vou realmente sentir falta de nossas conversas. Descanse em paz, Alan. Nós amamos você”.

Jason Isaacs, o Lucio Malfoy:
“Notícias desoladoras sobre o amável Alan. Ninguém poderia ser tão hilário, trágico, apavorante e verdadeiro ao mesmo tempo”.

James Phelps, o Fred Weasley:
“Chocado e triste por saber da morte de Alan Rickman. Um dos atores mais gentis que já conheci. Meus sentimentos e orações estão com sua família, agora”.

Oliver Phelps, o Jorge Weasley:
“Notícias terrivelmente tristes sobre a morte de Alan Rickman. Uma pessoa divertida e cativante que colocou um jovem ator tímido à vontade quando eu estava fazendo Harry Potter”.

Matthew Lewis, o Neville Longbottom:
“Estava no Leavesden Studios hoje quando ouvi a notícia. Enquanto caminhava pela cantina, eu pensava em Alan na fila para o almoço ao nosso lado, meros mortais. Eu lembrei do trailer em que ele me ofereceu alguns dos grandes conselhos que eu já recebi sobre essa profissão louca que compartilhávamos. Estar de volta nos corredores me fizeram lembrar diversas coisas e vou levar essas memórias para toda minha vida. Ele inspirou minha carreira mais do que ele jamais saberá e sentirei sua falta”.

Bonnie Wright, a Gina Weasley:
“Alan. A energia mudava sempre que você entrava em cena. Você era uma inspiração para todos nós. Descanse em paz”.

Rupert Grint, o Rony, enviou um comunicado à imprensa:
"Estou devastado ao ouvir sobre a morte de Alan Rickman. Me sinto muito privilegiado de ter tido a oportunidade de trabalhar com ele em várias ocasiões. Mesmo que ele tenha ido, eu sempre vou ouvir sua voz. Meus pensamentos estão com seus amigos e sua família neste momento", escreveu.


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Avante Frodo






Esse ano eu vou...
Esse ano vai dar...
Esse ano vou fazer...
Vai ser um ano incrível...
Novos começos...
Blá, blá, blá!
Todos os anos Dezembro gera aquele friozinho na barriga. O ano está acabando. Após toda a comilança do natal, o dia 26 até o dia 31 (se estendendo a janeiro) é reservado para você fazer seus planos para o próximo ano. O ano que vai mudar sua vida... Ou não.
Não pense que eu sou o tipo de pessoa que não planeja as coisas. Ao contrário, eu amo planejamentos. Mas aí todos os anos eu vejo pessoas ao meu redor fazerem as mesmas promessas e nada para cumpri-las.
É claro, às vezes você pode pensar que é mais fácil simplesmente se sentar e se envolver em mundo cinza e sem forma até que alguém faça algo. É claro também que se você estivesse cercado de aranhas tentando te comer vivo você tentaria fazer algo para sobreviver e voltar a viver ou começar. Mas às vezes parece que o sofá e a rotina são tão fortes ao nos combater quanto um exército, certo?
Então por que todos os anos prometemos voltar a viver, mas só a básica sobrevivência continua a residir dentro de nós? Passos, passos, passos. Eu não consigo realizar tudo o que planejo, mas tentar é essencial. Pensar no caminho que é preciso percorrer para chegar a Mordor e então simplesmente ir. Assim como Frodo, mesmo que não seja fácil e você tenha Gollum no seu pé por um tempo.
Caminhe, aprecie a vista. Evolua. Faça algo. Mas não se esqueça de parar de procrastinar ou seu ano será exatamente como o ano anterior e o outro e assim por diante até que seus cabelos sejam brancos e você esteja tão cansado que ache mais fácil sentar e esperar para acolher a morte como uma velha amiga.



“Se fracassar, ao menos que fracasse ousando grandes feitos, de modo que a sua postura não seja nunca a dessas almas frias e tímidas que não conhecem nem a vitória nem a derrota.”
Theodore Roosevelt

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

VIDAS QUE VIVEM EM RADINHOS DE PILHA

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Goiânia é uma cidade de guerra, de abandonos, de reclamações, cidade de cultura. É uma cidade onde supostamente se predomina o sertanejo, onde as ruas são tão esburacadas quanto os cidadãos e onde a dança e a arte urbana predomina escondida de olhares conservadores.
“Que nada, Goiânia é sertanejo, é raiz!”, frase comum de ser ouvida da boca dos Goianos mais velhos é essa, pouco sabem eles que a cidade já foi tomada de inovações e já é uma mistura de ritmos, que vai do jazz ao rock’n roll.
Os mais velhos ficam sentados em seus banquinhos na porta de suas casas, ora papeando sobre a vida alheia, ora com seus radinhos de pilha procurando incessantemente por uma rádio em que ainda predomina aquilo que consideram a raiz de sua cultura.
Quando o tão comum carro cheio de som passa nessa mesma rua pacata tocando em alto e bom som, graves tão profundos que chegam a tremer as paredes, eles reclamam. Reclamam e esperam ansiosamente por aqueles tempos melhores da capital, quando o único som era esse mesmo baixinho de seus radinhos de pilha com o tão esperado sertanejo Raiz.
Então se faz guerra, de um lado os conservadores sertanejos, do outro, os jovens rebeldes que querem mudar a cara de Goiânia para o agora, o pop, o rock, o soul, o pagode e todos os ritmos ao qual eles tem direito.
Todos os dias esses mesmos jovens e velhos que vivem em guerra, entretanto se unem, para porém esquecer. Esquecer das inúmeras pessoas pelas quais passam todos os dias e ignoram, porque estão preocupados demais definindo que cidade é essa.
Essas mesmas pessoas ignoradas são aquelas que pouco se importam com as guerras de tribos e querem apenas viver. Viver, trabalhar, sentir, serem vistos. Todos os dias um senhor de idade, em situação de rua, pega sua tela, suas miçangas e vai para o lago das rosas vender lindas bijuterias artesanais.
Sua arte é ignorada, abandonada pelos passantes que não veem o talento que transborda diante dos seus olhos. Mas ele não liga, se acostumou ao abandono, aos olhares de desprezo que tantas pessoas preconceituosas o julgam ‘drogado’, ‘sem-teto’ ‘deve ser uma vida vazia’.
Ele no entanto não se importa, ou finge que não se importa, é feliz sem se preocupar com tantas bobagens que deixa as pessoas loucas e estressadas e fica extasiado quando um passante para por alguns segundos e pergunta “quanto é a pulseira?”.
Essa é a arte do abandono, a qual os Goianos conhecem tanto. Goiânia tem em média cem mil cães abandonados e inúmeros gatos de rua, dentre os quais a maioria são jogados na rua ao nascerem, ou simplesmente deixados para trás porque o dono se cansou.
Os cães no entanto também não são tristes, formam suas próprias comunidades e alguns, aqueles que tem sorte e são ‘bonitinhos’ nem precisam fuçar o lixo para encontrar comida. Ficam cercando açougues e pequenos mercados onde no fim do dia tem uma deliciosa refeição de restos e ossos.
Já os gatos, que são maioria não tem a mesma sorte. Grande parte dos Goianos repudiam os gatos, preferindo os cães. Talvez por uma rixa tão passada que nem eles mesmos se lembrem. Os poucos que se compadecem dos animais, no entanto, não são suficientes e restam aos gatos, bonitos ou feios, as velhas sobras que ficam nas calçadas mofando e apodrecendo em sacos de lixo.

As três da tarde, Goiânia se torna uma cidade de reclamações. Não das ruas esburacadas, dos assaltos, nem do que vai acontecer nas tramas das novelas mexicanas que predominam, mas do clima.
Não importa qual seja o tempo, calor escaldante ou chuva, porque é assim que estão divididas as estações, mas não importa qual seja ela, resta ao Goiano reclamar: “Está quente demais!”, “Está frio demais!”, “Está ventando demais!”, “Está abafado demais!”.
As escolas são antecipadas, as sete da manhã, quando os alunos se sentam em suas carteiras para mais um dia de aula sua frase de bom dia é seguida por um “Nossa tá quente né?” e “Nossa cara, tá frio demais!” ou ainda um “Eu acho que hoje o dia vai ser de rachar!” e para confirmar os comentários, chega o professor Goiano confirmando que o clima na capital está desregulado e a umidade .
Para os mais velhos esse clima estranho e sem forma da capital é tolerável. Sem reclamações... Até eles pegarem seus banquinhos e radinhos a pilha e irem se sentar à tarde na porta de suas casas para conversar. “Esse clima de Goiânia é terrível, assim a gente não aguenta”, reclama a Senhora Sebastiana Maria, sobre o calor escaldante que a atrapalha a se concentrar na reprise da novela mexicana, mesmo com um ventilador a sua disposição.
O que muitos não sabem no entanto, é que o clima pode ser relativo e enquanto os Brasileiros se agasalham com vários casacos e logo calçam suas botas quando faz 20°C, os gringos saem as ruas de bermudas e chinelos preparados para um dia refrescante agradecendo pelo calor de 20°C.
A reclamação é tão bem vinda pelos Goianos que quando finalmente o clima agrada, restam outras reclamações. Da falta de praças, das praças em excesso, das ruas estreitas, das ruas largas, da falta de atividades noturnas, da vida noturna, do sertanejo, do pop, dos cães e gatos abandonados.
Goiânia é uma cidade de arte, cidade de cultura. Cultura dividida, entre é claro, os conservadores e a cultura pop. Mas é inegável que a capital é rica em cultura: a cultura pop é o que predomina.
“Goiânia é alternativa” comenta o modelo Daniel no desfile de moda alternativa Autentic Fashion “Mas é uma alternativa escondida, negada pelos conservadorismo da cidade”.
Os grafites já conseguiram sair da guerra sertanejo/pop e são abraçados por todos. Abraçados e respeitados, tanto que onde tem grafite não tem pichação, os pichadores não ousam estragar o trabalho do grafiteiro. É arte. Arte que agora estampa diversos muros e até lojas que usam o respeito entre grafiteiros e pichadores para fugirem do vandalismo.
O talento de Goiânia está estampado pela cidade, nos muros, nos vendedores de bijuterias artesanais, na dança, no teatro e em tantos outros espetáculos, que caminham anônimos pelas ruas com pequenas ações. A maioria nega é claro, mas o que se destaca é o alternativo. O diferente, que assusta o conservador com a ousadia de usar cabelos coloridos, roupas diferentes, e talento que esbanja.  
Cidade de lutas, de pessoas simples, pessoas que reclamam, que agradecem, cidade sertaneja, pop, de abandonos, reencontros, de cultura, mas acima de tudo cidade de pessoas contraditórias, que discordam dos atrativos de Goiânia, mas sempre se unem para defender a cidade quando alguém de fora critica: “Aqui é tranquilo, bom” e só assim se permitem revelar o sabor de viver em Goiânia.



terça-feira, 24 de novembro de 2015

Apenas...



“A vida é muito chata!” pensava. “Para que existir simplesmente pelo fato de existir sem propósito algum? Há algum propósito?” Enquanto andava pela calçada pensava no que fazer a noite. “Uma festa talvez. Mas para que? As festas melhoram a vida em alguma coisa? E por que tantas perguntas?” Fingiu não tê-las e continuou seguindo seu caminho. “Falar sozinha é ruim?” Cansou-se de tantas perguntas.


Chegou em casa e foi direto até a estante pegar um livro qualquer para passar o tempo. Deitou-se na cama e começou a ler para passar o tempo ainda com tantas perguntas martelando em sua mente. Sempre que lia, qualquer fosse o livro entrava num mundo completamente nosso e fascinante.


E dessa vez estava nele literalmente. As árvores com folhas azuis e brancas, o mundo se misturando entre a fantasia e a realidade. “Por que ambos não podem viver juntos?” Pensava. Bem, agora podiam. Sentiu suas mãos se enrijecerem com o frio. Gostava disso. Pegou um fruto de uma árvore próxima e sentiu o gosto explodir em sua boca, morango com recheio de chocolate.

“Isso é real?” Não sabia dizer, mas se fosse somente um sonho, não queria acordar agora. Olhava agora o céu, o azul vibrante e macio. Sentou-se na grama e recostou-se sobre uma pedra coberta de musgo. “Que lugar lindo!”.

__Então? – Olhou para o lado com um susto e reparou num garotinho de mais ou menos dez anos de idade com cabelos verdes e olhos curiosos. – O que faz aqui? – Então finalmente se perguntou o que fazia ali naquele lugar tão curioso. E afinal, que lugar era ali?
__Não sei, e você? – Sabia que não era uma boa resposta para um estranho, mesmo que para uma criança.
__Vendo você! – Ele responde como se fizesse todo o sentido.
__Ah! E por que? Não devia procurar seus pais?
__Não vendo você… Vendo você! – Ele diz tocando a cabeça com o dedo indicador.
__O que? – Estava começando a se assustar.
__Tudo bem! – Ele diz tocando sua mão, foi reconfortante.
__O que quer?
__O que você quer? – Ele rebate com impertinência.
__O que? É melhor ir procurar seus pais garoto.
__Talvez só esteja com medo da loucura. – Ele cruza os braços sobre o peito.
__Esse lugar não é loucura. – Afirma com veemência.
__Como sabe? Talvez só seja seu subconsciente numa medida desesperada.
__Desesperada pra que?
__Pra não, por. Por perguntas. – Rebate o garoto com certeza.
__Desculpe, mas não estou entendendo. – Começou a sentir certa confusão nessa conversa.
__O cérebro tem necessidade por respostas. E como tê-las sem perguntas?
__Eu não… Eu não… Eu não sei. E como sabe dessas coisas? É só uma criança. – Fala numa medida desesperada de dizer algo que faça sentido.
__Vê. – Ele diz mexendo em uma mecha do cabelo espetado. – Os adultos têm necessidade de saber tudo. E de viverem no mundo real. Nós crianças não temos medo de perguntas, ou de imaginar.
__Não é medo… É necessidade. Viver. No mundo não há tempo pra viver no mundo da fantasia.
__Você não queria poder vir pra cá mais vezes?
__É claro. Pena que tudo seja só um sonho. – Diz com pesar e tristeza.
__Isso não quer dizer que não é real. – Se perguntou repentinamente como fora parar lá com naquele lugar tão estranho com aquele garotinho tão engraçado e curioso.
__Que estranho! – Diz pensando em voz alta. Talvez pudesse usar mesmo a imaginação para ir aquele lugar quando quisesse.
__Mas… Você tem perguntas… Tem que respondê-las.

Acordou subitamente e percebeu infeliz que realmente só se tratava de um sonho. Lembrou-se de tantas perguntas que tinha a respeito do mundo e começou a questionar-se. Por fim era verdade. Sem perguntas não haveriam respostas e sem respostas não haveria nada. Mas antes delas precisava tentar voltar aquele mundo fascinante. Mesmo que fosse só um sonho bobo. Tinha que tentar.

-Déborah Queiroz